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Devo marcar consulta no psicólogo ou psiquiatra?

Muitas vezes, quando não nos sentimos bem pensamos em procurar ajuda. Contudo, quando pensamos nisso, é comum também surgir a dúvida de que profissional é mais adequado para nos ajudar. Assim surge a questão – será preferível marcar consulta com psicólogo ou psiquiatra?

De facto, é habitual ouvirmos pessoas a comentarem “Não ando muito bem mas não sei se deva ir a um psicólogo ou psiquiatra”. Esta dúvida é bastante comum e, por vezes, gera alguma confusão.

Psicólogo ou psiquiatra – Qual a diferença?

“O psicólogo ouve os teus problemas e o psiquiatra receita medicamentos”.

Em primeiro lugar, há que referir que esta é das respostas mais comuns quando nos questionamos acerca da diferença entre o psicólogo e o psiquiatra. No entanto, trata-se de uma resposta bastante incompleta. De facto, ambos são profissionais habilitados e treinados para o ajudar nas questões de saúde mental. Portanto, esta é uma das semelhanças, mas existem outras, assim como existem diferenças entre psicólogos e psiquiatras. Então, vejamos a seguir a que cada um destes profissionais se dedica.

O que faz um psiquiatra?

Um psiquiatra é um médico que se especializou em saúde mental. Devido à sua formação, este profissional tem um vasto conhecimento de biologia, neuroquímica e das causas que poderão alterar o bom funcionamento cerebral. Assim sendo, isto leva-o a procurar e distinguir causas físicas para os sintomas apresentados.

Vejamos… Por exemplo, problemas da tiróide podem provocar sintomas de depressão e ansiedade. Ocasionalmente, um acidente vascular cerebral pode levar a alterações no pensamento e no comportamento. Por último, alguns medicamentos têm efeitos secundários que podem ser confundidos com outras condições do foro mental. Neste sentido, o psiquiatra é capaz de distinguir estes casos de outros problemas mentais. Acresce que, pode ainda recorrer a exames auxiliares de diagnóstico. Em resumo, dada a a sua formação em medicina irá relacionar os sintomas aos diferentes sistemas do organismo.

O que faz um psicólogo?

Um psicólogo é um profissional de saúde mental, licenciado em Psicologia. Não é médico. Logo, não pode prescrever medicamentos. Por outro lado, enquanto o médico estuda sobretudo o funcionamento do organismo, o psicólogo debruça-se sobre a forma como interagimos com o ambiente e como este nos afeta e vice-versa. Portanto, irá fazê-lo identificando que fatores contribuíram para o desenvolvimento de perturbações e que fatores contribuem para manter o sofrimento. Assim, através da escuta ativa procura compreender o comportamento humano, os problemas e queixas. Acima de tudo, irá ouvir com empatia e sem julgamentos. Contudo, o seu papel não se resume a ouvir e acolher o sofrimento. A partir de cada caso, único e singular, é então desenvolvido um plano de intervenção específico. Assim, procurará compreender as causas do sofrimento e partilhará estratégias para lidar com ele.

Em suma, a avaliação e intervenção são realizadas com base em instrumentos, procedimentos e técnicas que foram submetidos a estudos científicos e são, por isso, validados cientificamente.

Psicólogo ou psiquiatra: a diferença

Resumindo, vejamos o exemplo do diagnóstico de depressão. Neste caso, é provável que o psiquiatra prescreva um medicamento com efeitos na melhoria do estado de humor. A partir desta melhoria, a pessoa sente uma maior disposição para agir. Por sua vez, o psicólogo cria condições para a compreensão do que a levou a desenvolver a depressão, para aprender como lidar com o sofrimento e resolver problemas, prevenindo o aparecimento dos mesmos sintomas no futuro.

Como saber que ajuda pode ser mais útil para mim?

Alguns problemas psicológicos resultam efetivamente de alterações cerebrais, como o desequilíbrio neurofisiológico. A ausência de motivo aparente, pode torná-los incompreendidos. Por exemplo, “porque a vida até corre bem” e não existem acontecimentos difíceis na vida atual ou história que os justifiquem. Nestes casos, o psiquiatra pode ajudar a encontrar uma resposta para os sintomas que tem vindo a sentir.

Por outro lado, algumas alterações psicológicas acontecem porque há uma combinação entre acontecimentos significativos que ocorrem na vida e essa alteração no nosso cérebro. Nestes casos e, quando existem sintomas graves e incapacitantes, especialmente na fase inicial do tratamento, pode ser útil combinar intervenção psicológica com medicação psiquiátrica. Esta ajuda da medicação pode ser útil para ajudar a lidar com os sintomas, retomar o funcionamento normal e ajudar a que consiga lidar com a informação em psicoterapia.

O papel da medicação e do psicólogo

Contudo, é importante salientar que a medicação não permite alterar a informação que resulta da sua história de vida nem aprender novas estratégias para lidar com o sofrimento. Deste modo, em muitos casos, a intervenção farmacológica pode não revelar-se útil. A intervenção do psicólogo permite ajudar a pessoa a conhecer-se, recriar-se, alterar o modo de pensar, de sentir e de reagir.

O psicólogo nos problemas psiquiátricos

A atuação do psicólogo é muito benéfica nos problemas psiquiátricos. São exemplos, a depressão, os problemas ansiedade, os ataques de pânico, as perturbações alimentares, do comportamento, entre outros. Todavia, não se resume a estas questões. A sua atuação é alargada a qualquer pessoa que esteja insatisfeita com algum aspeto da sua vida e queira melhorá-lo, com vista ao desenvolvimento pessoal. Se não identifica qualquer problema psicológico, mas sente que gostaria de alterar algo na sua vida, na sua forma de pensar e agir, ou sente dificuldades em adaptar-se a alguma mudança, o psicólogo também será o profissional indicado para o ajudar.

Geralmente, estas duas áreas apoiam-se mutuamente e trabalham juntas no desenvolvimento do ser humano. Tanto o psicólogo como o psiquiatra trabalham em torno da confiança e confidencialidade e no sentido do bem-estar de cada pessoa. De facto, faz parte das capacidades de ambos os profissionais perceber se deverá ou não intervir e quando devem fazer o encaminhamento para um ou para o outro.

Na dúvida, procure sempre ajuda. Se ainda lhe restam dúvidas ou considera que um psicólogo o/a pode ajudar, marque uma consulta informativa gratuita. Estamos disponíveis para esclarecer as suas dúvidas e dar-lhe orientações, sem qualquer compromisso.