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Aceitar que pode beneficiar de ajuda psicológica e tomar a decisão de procurar um profissional, nem sempre é uma tarefa fácil. Muitas vezes, o facto de existirem algumas ideias erradas sobre ir ao psicólogo condiciona a procura de ajuda. Neste sentido e, como forma de o ajudar, vamos esclarecer a seguir 8 ideias erradas sobre ir ao psicólogo. No final desta leitura irá saber facilmente responder à pergunta mais comum… Será que vale a pena ir ao Psicólogo?

8 ideias erradas sobre ir ao psicólogo

1. Quem vai ao psicólogo é louco ou fraco

E primeiro lugar, devemos ter em atenção que na maioria dos casos quem procura apoio psicológico não apresenta qualquer perturbação mental. São pessoas “normais” que estão a enfrentar dificuldades na resolução dos desafios do dia-a-dia. Logo, não são fracos por procurar ajuda, antes pelo contrário! São pessoas que escolhem o mais difícil! Assim , decidem enfrentar o desconforto atual para superá-lo no futuro, algo que sozinhos seria difícil conseguirem (em primeiro lugar porque o mais fácil é evitar o que nos faz sofrer e, em segundo lugar, porque o padrão negativo de pensamento impede a adoção de uma postura alternativa).

2. Só vou ao psicólogo falar (e para falar falo com um amigo)

A intervenção psicológica recorre à relação terapêutica como forma de superar as dificuldades existentes, implicando uma relação de confiança, empatia e escuta ativa. Portanto, não envolve apenas desabafar/falar sobre os problemas (algo que pode conseguir numa relação de amizade). Implica a aprendizagem e treino de estratégias cognitivas e comportamentais, personalizadas às dificuldades de cada pessoa. Estas estratégias têm em vista a resolução da sintomatologia existente. Para além disso, vão-lhe permitir obter um maior desenvolvimento pessoal (algo que somente um profissional estará habilitado para o fazer).

3. O psicólogo vai manipular a minha mente

O objetivo do psicólogo será sempre ajudá-lo a ter um maior controlo sobre o que pensa, sente e faz. Contudo, este objetivo não é conseguido através da manipulação da sua mente. Assim sendo, o psicólogo irá dar-lhe as orientações necessárias e ensinar-lhe várias estratégias para que consiga ter um maior domínio sobre os seus pensamentos automáticos negativos. Desta forma, irá ser capaz de regular melhor as suas emoções e ter comportamentos mais adaptativos. Em resumo, o processo terapêutico estará sempre sobre o seu controlo.

4. Se for ao psicólogo tenho de contar tudo da minha vida

É importante que o psicólogo compreenda a origem das suas dificuldades e os fatores de manutenção das mesmas. Assim sendo, é necessário recolher alguma informação sobre a sua história de vida. Contudo, não necessita de contar todas as suas vivências logo no início do processo terapêutico, podendo dar as informações que considerar importantes ao seu ritmo e do modo que se sentir mais confortável. 

5. O psicólogo não me vai ajudar, porque não passou pelas mesmas dificuldades que eu

Uma das ideias erradas quando se questiona se será que vale a pena ir ao Psicólogo é a perceção de que o psicólogo não o irá conseguir ajudar pois não passou pelo mesmo processo, nem tem a mesma história de vida. Mas, o psicólogo não necessita de ter passado pelas mesmas dificuldades que passou para ser capaz de as compreender. Por não ter vivido as mesmas experiências, efetivamente não será capaz de sentir o mesmo que você sentiu. Contudo, terá a empatia necessária para compreender o momento difícil que viveu e ser capaz de o orientar adequadamente na superação dessa dor.

6. Fui uma vez um psicólogo e não gostei, acho que a psicoterapia não me pode ajudar

É compreensível que por ter tido uma experiência menos positiva questione a eficácia da psicoterapia. Contudo, é importante notar que existem diferentes modelos de intervenção psicológica, podendo identificar-se mais com outra abordagem e conseguir obter os resultados que pretende com uma intervenção distinta da que experienciou. A este nível, realçamos a eficácia do modelo cognitivo-comportamental que tem sido empiricamente comprovada através de vários estudos científicos e para diferentes problemáticas, sobretudo ansiedade e depressão.

7. Estou a tomar medicação, não preciso de ir ao psicólogo

A intervenção farmacológica não substitui a intervenção psicológica. Logo, tratam-se de duas abordagens distintas e complementares. A psicofarmacologia implica a toma de substâncias que atuam no sistema nervoso central. Assim, esta conduz a uma remissão da sintomatologia apresentada de um modo relativamente breve. No entanto, esta abordagem apresenta limitações ao nível da manutenção dos ganhos terapêuticos. Por outro lado, a intervenção psicológica, através das estratégias cognitivas e comportamentais que utiliza, tem demonstrado ser capaz de provocar alterações nas estruturas cerebrais. Assim sendo, irá conduzir à resolução dos sintomas existentes, mas também a uma aprendizagem, importante para a consolidação dos ganhos alcançados e prevenção de recaídas. Contudo, os resultados são alcançados de um modo mais demorado.

Em resumo, nos casos mais graves, é benéfica a articulação das duas terapêuticas com vista ao alcance dos resultados desejados de uma forma mais breve e consistente.

8. Tenho de fazer psicoterapia para sempre

Diferentes abordagens terapêuticas podem implicar diferentes duração da mesma. A intervenção deve sempre respeitar o ritmo de cada pessoa, pelo que a duração será sempre variável de caso para caso. Ainda assim, a terapia cognitivo-comportamental pretende ajudá-lo a alcançar os seus objetivos o mais célere possível. Trata-se de uma abordagem breve e estruturada que visa dar-lhe autonomia para que consiga superar os próximos desafios da sua vida de modo independente.

Será que vale a pena ir ao Psicólogo? acabar com os mitos associados às consultas de psicologia

Esperemos ter contribuído para uma maior compreensão do papel do psicólogo e da finalidade das consultas de Psicologia. Lembre-se, a psicoterapia pode proporcionar-lhe diversos benefícios, nomeadamente, um maior autocontrolo, maior autoconhecimento, estabilidade emocional e bem-estar físico.

Quanto mais se organizar interiormente, mais a vida lhe parecerá organizada do lado de fora.

Se tiver alguma dúvida ou quiser ter mais esclarecimentos sobre a Terapia Cognitivo-Comportamental e os benefícios em fazer psicoterapia, marque uma consulta de Psicologia com uma das nossas psicólogas. Dispomos de consultório de Psicologia em Gaia, Porto e Maia e realizamos atendimento psicológico a crianças, adolescentes e adultos.